Janeiro Branco e NR-01: A obrigatoriedade da gestão de riscos psicossociais em 2026

Janeiro Branco e NR-01: A obrigatoriedade da gestão de riscos psicossociais em 2026

O mês de janeiro marca, tradicionalmente, o início de novos ciclos e projetos. No calendário da saúde corporativa, a campanha Janeiro Branco convida empresas e colaboradores a refletirem sobre a saúde mental. Contudo, em 2026, esse debate ultrapassa a barreira da conscientização e adentra o terreno da obrigatoriedade legal e técnica.

A consolidação das atualizações nas Normas Regulamentadoras trouxe uma nova realidade para o ambiente corporativo brasileiro: a gestão de fatores de riscos psicossociais evidenciada na NR 01 não é mais opcional. Ela é um componente vital do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) e deve constar obrigatoriamente no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).

Neste artigo, a ITAMEDI MEDICINA OCUPACIONAL explora como a sua empresa deve alinhar as ações do Janeiro Branco às exigências técnicas da NR-01, garantindo um ambiente seguro, produtivo e livre de passivos trabalhistas.

Boa Leitura!

O Janeiro Branco no contexto corporativo de 2026

A campanha Janeiro Branco nasceu com o objetivo de chamar a atenção para as necessidades relacionadas à Saúde Mental das pessoas. Durante anos, muitas organizações trataram o tema apenas com palestras pontuais ou ações de marketing interno.

Porém, o cenário mudou drasticamente. Com o aumento dos casos de Transtornos Mentais,  como ansiedade generalizada e depressão, os órgãos fiscalizadores apertaram o cerco.

Em 2026, falar sobre Janeiro Branco exige uma abordagem técnica. Não basta dizer que a empresa se preocupa; é necessário provar, documentalmente, que a organização identifica, avalia e controla os fatores que podem adoecer a mente dos seus colaboradores. É aqui que entra a correta gestão dos fatores de riscos psicossociais.

O que diz a NR-01 sobre Riscos Psicossociais?

A Norma Regulamentadora nº 01 (NR-01) é a norma mãe da segurança do trabalho. Ela estabelece as disposições gerais e o gerenciamento de riscos ocupacionais. A grande mudança de paradigma que as empresas enfrentam hoje é que o conceito de “risco” deixou de ser apenas físico, químico ou biológico.

Os fatores de riscos psicossociais referem-se a fatores decorrentes da organização do trabalho, das relações interpessoais e do ambiente corporativo que podem causar danos à saúde mentaltrabalhador.

Para estar em conformidade com a norma, a sua empresa deve considerar:

  1. Levantamento Preliminar de Perigos: Identificar situações que geram estresse excessivo ou sofrimento mental.
  2. Identificação de Perigos: Mapear onde, quando e como esses riscos ocorrem.
  3. Avaliação de Riscos: Classificar a probabilidade e a severidade dos danos à saúde mental.
  4. Controle de Riscos: Implementar medidas preventivas e corretivas através do GRO.

A conexão com outras normas e leis

É importante lembrar que a NR-01 não atua isolada. A gestão desses riscos também conversa diretamente com a NR-17 (Ergonomia), que trata da organização do trabalho e da sobrecarga cognitiva, e com a Lei 14.457/2022, que tornou obrigatória a inclusão de temas como prevenção ao assédio nas atividades da CIPA, além de outras NRs, como a 33, que trata de espaço confinado, e a 35, que trata de trabalho em altura

Portanto, ao ignorar os riscos psicossociais NR 01, a empresa não está apenas descumprindo uma norma de segurança, mas vulnerável a uma série de infrações legais interconectadas.

Identificando os Riscos Psicossociais na sua empresa

Muitos gestores têm dificuldade em tangibilizar o que são esses riscos. Diferente do ruído, que se mede com um decibelímetro, os riscos psicossociais exigem uma análise qualitativa e técnica apurada.

Para um Inventário de Riscos (parte integrante do PGR) eficaz, considere os seguintes fatores como fatores de riscos psicossociais:

  • Sobrecarga de trabalho: Prazos irreais, acúmulo de funções e pressão temporal excessiva.
  • Falta de autonomia: O colaborador não tem controle sobre como executa sua tarefa, gerando frustração e ansiedade.
  • Relações interpessoais conflituosas: Liderança abusiva, falta de suporte social, isolamento ou assédio moral/sexual.
  • Insegurança laboral: Ameaça constante de demissão ou instabilidade contratual.
  • Desequilíbrio vida-trabalho: Exigência de disponibilidade fora do horário de expediente (o “direito à desconexão” é um tema quente em 2026).
  • Comunicação deficiente: Falta de clareza nas metas e no que é esperado do funcionário.

Se a sua empresa apresenta um ou mais desses fatores e eles não estão mapeados no PGR, sua organização está em “não conformidade”.

O papel do GRO (Gerenciamento de Riscos Ocupacionais)

O GRO é a espinha dorsal da segurança do trabalho moderno. Ele não é um documento de gaveta, mas um processo contínuo de melhoria. Para gerenciar os fatores de riscos psicossociais com eficiência, o GRO deve seguir um ciclo PDCA (Plan, Do, Check, Act).

1. Planejamento e Identificação

Nesta etapa, consultores especializados realizam diagnósticos organizacionais. Ferramentas como pesquisas de clima, entrevistas e análise ergonômica do trabalho são utilizadas para identificar os gatilhos de estresse.

2. Execução (Plano de Ação)

Após identificar os riscos, é preciso agir. As medidas podem incluir:

  • Redesenho de processos para evitar sobrecarga.
  • Treinamento de lideranças para gestão humanizada.
  • Implementação de canais de denúncia efetivos.
  • Programas de apoio psicológico.

3. Monitoramento

A NR-01 exige que o desempenho das medidas de prevenção seja monitorado. Como está o absenteísmo por CID F (transtornos mentais)? Como está a rotatividade (turnover)? O GRO deve acompanhar esses indicadores.

4. Correção e Melhoria

Se os indicadores não melhorarem, o plano deve ser revisto. A gestão de fatores de riscos psicossociais é dinâmica, assim como o ambiente de trabalho.

Consequências da má gestão da Saúde Mental

A partir 2026, o nível de exigência fiscalizatória e judicial quanto à saúde mental no trabalho deve ser cada vez mais elevado. As consequências para as empresas que falham em integrar os riscos psicossociais ao GRO são severas e multifacetadas.

Impactos Legais e Financeiros

As multas aplicadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego por falhas no PGR são significativas. Além disso, o Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário (NTEP) cruza dados de afastamentos com a atividade da empresa. Se houver muitos afastamentos por saúde mental, a alíquota do FAP (Fator Acidentário de Prevenção) aumenta, encarecendo a folha de pagamento.

Não podemos esquecer das ações trabalhistas alcançam valores expressivos, manchando a reputação da empresa.

O Custo Invisível: Presenteísmo

Além do absenteísmo (falta ao trabalho), há o presenteísmo: o funcionário está fisicamente na empresa, mas mentalmente exausto e improdutivo. Isso gera erros operacionais, queda na qualidade do serviço e aumento de acidentes de trabalho típicos, causados por falta de atenção derivada do estresse.

Como a ITAMEDI apoia sua empresa na conformidade da NR-01

A complexidade de avaliar a mente humana e integrá-la a uma norma técnica de engenharia de segurança é um desafio que não deve ser enfrentado sem suporte especializado.

A ITAMEDI possui uma equipe multidisciplinar preparada para realizar a gestão completa dos fatores de riscos psicossociais na sua empresa. Nosso diferencial está na integração entre Medicina Ocupacional e Engenharia de Segurança.

Consultoria de GRO Especializada

Nós não entregamos apenas papéis. A consultoria de GRO da ITAMEDI realiza uma imersão na cultura da sua empresa para identificar os riscos invisíveis. Elaboramos um PGR robusto, que protege a empresa legalmente e protege o colaborador fisicamente e mentalmente.

Nossos diferenciais incluem:

  • Diagnóstico preciso: Utilização de metodologias validadas para aferição de riscos psicossociais.
  • Integração com o eSocial: Garantia de que as informações enviadas ao governo (Eventos de SST) estão corretas e coerentes com a realidade dos riscos mentais.
  • Treinamentos e Palestras: Ações educativas para o Janeiro Branco e para todo o ano, focadas em liderança e conscientização.
  • Suporte contínuo: Acompanhamento dos indicadores de saúde para garantir a eficácia do GRO.

Transforme a obrigação em estratégia

O Janeiro Branco em 2026 é um chamado para a ação técnica e humana. Adequar-se às exigências dos fatores de riscos psicossociais não é apenas sobre evitar multas; é sobre construir uma empresa sustentável.

Colaboradores mentalmente saudáveis são mais criativos, engajados e produtivos. Uma empresa que gerencia bem seus riscos ocupacionais torna-se uma marca empregadora forte, retendo talentos em um mercado competitivo.

Não espere uma fiscalização ou um processo trabalhista para agir. A saúde mental da sua equipe é o maior ativo do seu negócio.

Sua empresa está preparada para auditar os riscos psicossociais no PGR?

Não corra riscos desnecessários em 2026. Entre em contato hoje mesmo com a equipe da ITAMEDI. Vamos estruturar o seu GRO com foco em conformidade total e saúde integral.

[CLIQUE AQUI E FALE COM UM CONSULTOR ITAMEDI]

Deixe um comentário